Hoje passei pelos campos da morte
Onde nada existe, nem ninguém vive
Corpos de inocentes, sobre terra e grama
Sendo pisados e devorados.
Velórios de pessoas queridas
Com crianças em pranto
e parentes em desencanto.
Anjos e demônios rondam seus túmulos,
na procura de almas errantes
para levá-las ao lugar que pertencem.
Ateus, pessoas sem crença
Choram as lágrimas de desespero
Que os mortos não querem ouvir
Por isso partiram.
Nem mesmo a sabedoria de todos pode contra a morte
Por isso existem seus campos
Tristes e floridos
Pessoas passam, desesperadas, sem perspectiva de melhora
Crianças inocentes perguntam
Para onde foi? Aonde ele está?
E tudo que posso dizer
É que agora residem nos campos da morte.
O lugar onde ficam nossos ossos, mas não nossas almas
Não derramamos nosso sangue impuro
Mas ainda são os campos da morte.
Tristes e solitários
Mesmo cheios, estão vazios
O lugar onde não quero mais pisar
Nem ver, nem sentir
Esses são os campos da morte.
Carlos, 21/04/2004













Comments
~~~~~~
Obscurus Lupus
anómimos corpos denominados num vazio de vida=/
está muito bom o poema, este mal parece que és brasileiro
Não chegam nem a ser corpos, são restos dos mesmos. Eu lembro que escrevi este poema após ter visitado o túmulo da minha tia pela primeira vez... tava meio mal, a poesia serviu para canalizar os sentimentos.
realmente fez-te bem.
Ah, e não lamente! Meus versos são o melhor Adeus que eu poderia dar a ela...
Previous PageNext Page